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Software grátis para nutricionista existe? O que cabe de verdade num plano gratuito

Os três modelos que se vendem como grátis, o que cada um cobra depois e o critério que decide de verdade — se os seus dados saem quando você quiser sair.

“Grátis”, numa página de preço de software, quer dizer pelo menos três coisas diferentes — e as três terminam de formas bem distintas. Uma expira. Outra tem teto. A terceira dura para sempre com metade das funções.

Existe software grátis para nutricionista, então a pergunta útil é outra: até onde ele te leva, e o que acontece no dia em que ele deixar de servir.

Os três modelos que se apresentam como grátis

Teste por tempo. Sete, quatorze ou trinta dias com tudo liberado. É um formato honesto quando o prazo aparece antes do cadastro. O problema é o dia seguinte ao vencimento: a essa altura você já tem pacientes cadastrados e cardápios montados, e a decisão deixou de ser entre ferramentas — virou pagar ou recomeçar.

Plano gratuito com teto. Não expira, mas limita volume: número de pacientes ativos, de cardápios, de armazenamento. Enquanto você tem cinco pacientes, é gratuito de verdade. No décimo primeiro, vira uma escolha.

Versão reduzida permanente. Não expira nem limita volume, e sim funções. Falta o agendamento online, ou o envio automático, ou o formulário. Aqui o preço não está em dinheiro: está nas horas que sobram para você fazer à mão o que a ferramenta não faz.

Modelo Onde ele cobra
Teste por tempo No vencimento, com seus dados já lá dentro
Plano gratuito com teto No crescimento — o limite chega junto com os pacientes
Versão reduzida Em horas suas, todo mês

Nenhum dos três é desonesto por natureza. O que produz decisão ruim é confundir um com o outro — assinar com pressa achando que o prazo era teto, ou cadastrar duzentas pessoas achando que o teste era permanente.

O critério que decide não é o preço. É a saída

Preço de software de gestão para consultório individual gira em torno de uma consulta por mês. Não é aí que a decisão se ganha ou se perde.

Ela se perde na porta de saída. Ferramenta gratuita da qual você não consegue extrair os seus dados é a mais cara que existe — o custo não aparece na fatura, aparece na próxima migração, quando você descobre que o histórico de dois anos de acompanhamento sai como um PDF por paciente, ou não sai.

E migração acontece. Você troca porque cresceu, porque o produto mudou de rumo, porque o preço subiu, porque a empresa fechou. Escolher pensando em nunca sair é o mesmo que alugar sala sem ler a cláusula de rescisão.

Quatro perguntas antes de cadastrar o primeiro paciente

Nesta ordem, porque a resposta de uma muda o peso da seguinte.

Quantos pacientes cabem, e o que conta como paciente? Alguns sistemas contam fichas cadastradas; outros contam só quem está em acompanhamento. A diferença é enorme depois de um ano, porque paciente que teve alta continua ocupando espaço no primeiro caso e não ocupa no segundo.

O que sai, em qual formato? Um PDF por consulta serve para guardar e entregar ao paciente. Não serve para importar em outro lugar. Saber disso antes muda o que você aceita.

O histórico clínico sai junto ou só o cadastro? Nome, telefone e e-mail costumam ser fáceis. Antropometria, anamnese e plano alimentar quase nunca são, porque cada sistema guarda esses dados numa estrutura própria.

O que acontece com o que já está lá se eu parar de pagar? Existem três respostas possíveis no mercado: a conta volta a um plano menor com os dados intactos, os dados ficam em modo somente leitura por um prazo, ou o acesso simplesmente encerra. As três aparecem escritas nos termos de uso, e é o único lugar onde a promessa vale.

O plano gratuito do SimpleNutri, com os números na mesa

O cadastro é gratuito e não pede cartão — a própria tela traz o selo Plano gratuito para sempre, sem cartão de crédito. Toda conta nova nasce no plano Free.

O teto é de pacientes ativos, não de fichas. O número que vale para a sua conta é o do contador do bloco Pacientes ativos, em ConfiguraçõesAssinatura, no formato 4 de 10 pacientes, com barra de progresso. Vale um aviso de honestidade: o texto fixo do cartão de comparação diz Até 5 pacientes ativos, mas o bloqueio que o sistema aplica hoje acontece em 10 ativos, com a mensagem Limite de pacientes atingido para o plano FREE. Quando os dois divergirem, siga o contador.

Como só conta quem está ativo, arquivar alguém que você não atende mais — trocando o Status para Inativo na edição do paciente — libera vaga na hora sem apagar nada. O histórico continua inteiro e volta se essa pessoa reaparecer.

Dois cortes reais separam os planos: o limite de pacientes ativos e a página de agendamento público, que só funciona no Pro. Há ainda um detalhe que a tela deixa ambíguo e a documentação assume: Formulários personalizados aparece com check no cartão do Free, mas o botão Novo Formulário fica desabilitado em contas gratuitas. O comparativo completo entre Free e Pro lista item por item.

Cancelar não apaga nada. A conta volta ao Free com pacientes, consultas, avaliações, cardápios e vendas no lugar; o que retorna é o limite. Se você já tinha mais ativos que o teto, o cadastro de novos fica bloqueado até arquivar alguns.

O que ele não faz — inclusive na saída

Aplicar as quatro perguntas na própria casa é o mínimo que uma documentação honesta deve fazer.

O SimpleNutri não tem um botão que exporte a ficha completa de um paciente num arquivo só. O que existe são três documentos em PDF, cada um na sua tela: o relatório de checkpoints (que é o que o botão Exportar PDF da ficha gera), o plano alimentar e a guia de solicitação de exames. Dados cadastrais e histórico de consultas não têm exportação automática hoje.

Na direção contrária, a entrada é mais fácil que a saída: existe um importador do Dietbox que traz pacientes com consultas retroativas, avaliações antropométricas, avaliações energéticas, anamneses e cardápios.

Sobre prazo, a Política de Privacidade define: depois do cancelamento, os dados continuam acessíveis e exportáveis por 30 dias; passado o prazo, são excluídos dos sistemas ativos e dos backups. Trinta dias parecem muito até você descobrir no vigésimo oitavo.

Quando pagar deixa de ser opcional

O gatilho não é número de pacientes. É o ponto em que o trabalho manual imposto pelo plano gratuito custa mais que a assinatura.

A conta é direta. Suponha que a sua hora de trabalho valha R$ 80 — se você nunca fez essa conta, ela está em quanto vale a sua hora. Se contornar o que falta consome três horas por mês, entre marcar consulta por mensagem, conferir quem confirmou e reorganizar o que não coube, o custo é de R$ 240 mensais. Diante de uma mensalidade que, no valor de referência exibido na tela do SimpleNutri, fica em R$ 29,90, a decisão para de ser sobre gosto.

Vale checar os dois sentidos dessa conta. Se as três horas não existem — porque você tem oito pacientes, agenda por indicação e nunca esbarrou no limite —, então não há economia a fazer e o Free resolve. Assinar por precaução é pagar por um problema que você não tem.

A regra que fecha a decisão

Antes de cadastrar o décimo paciente em qualquer ferramenta, gratuita ou não, faça duas coisas na mesma tarde: exporte um paciente e leia a cláusula que diz o que acontece com os dados quando o pagamento para.

Se o arquivo exportado tiver o histórico e a cláusula tiver um prazo escrito, o preço passa a ser um detalhe — você pode trocar quando quiser. Se não tiver nem um nem outro, o software é grátis do mesmo jeito que o primeiro mês de qualquer coisa é: só até você precisar sair.

Perguntas frequentes

Existe software de nutrição realmente gratuito?

Existe, mas o termo cobre três desenhos diferentes. Teste por tempo libera tudo por alguns dias e depois trava. Plano gratuito com teto não expira, mas limita volume — número de pacientes, de cardápios, de armazenamento. Versão reduzida permanente não expira nem limita volume, e sim funções. Antes de comparar preços, descubra em qual dos três a ferramenta que você está olhando se encaixa.

Qual a diferença entre teste grátis e plano gratuito?

O teste grátis tem data de vencimento e libera tudo até lá. O plano gratuito não vence, mas restringe alguma coisa para sempre. A diferença aparece no pior momento possível: no fim de um teste, você já cadastrou pacientes e a escolha deixa de ser entre ferramentas e passa a ser entre pagar ou recomeçar. Confira o prazo antes do primeiro cadastro, não depois.

O que acontece com os meus pacientes se eu parar de pagar?

Depende inteiramente do que está escrito nos termos de cada serviço, e essa é a pergunta que mais gente deixa para depois. No SimpleNutri, cancelar não apaga nada: a conta volta ao plano Free com o histórico inteiro, e o que retorna é o limite de pacientes ativos. A Política de Privacidade prevê ainda 30 dias de acesso e exportação contados do cancelamento.

Quantos pacientes cabem no plano gratuito do SimpleNutri?

O número que vale é o do contador do bloco Pacientes ativos, em Configurações › Assinatura, exibido no formato X de Y pacientes. O limite aplicado hoje bloqueia o cadastro em 10 pacientes ativos, embora o texto do cartão de comparação ainda diga até 5. Pacientes marcados como Inativo não ocupam vaga e mantêm todo o histórico.

Preciso de cartão de crédito para usar o SimpleNutri de graça?

Não. A tela de cadastro traz o selo Plano gratuito para sempre, sem cartão de crédito, e toda conta nova nasce no plano Free. O cartão só entra se você escolher assinar o plano Pro, e nesse caso o pagamento acontece no ambiente do Stripe, fora do aplicativo. A assinatura do Pro criada pelo checkout entra com 14 dias de teste.

Como sei se consigo tirar os meus dados de um sistema depois?

Testando na primeira semana, com um paciente só. Cadastre alguém, registre uma consulta e uma medida, e tente exportar. Olhe o arquivo que saiu: se vier só nome e telefone, o histórico clínico não é portátil naquela ferramenta. Fazer esse teste com um paciente custa dez minutos; descobrir a resposta com duzentos cadastrados custa um fim de semana.

Quando vale a pena sair do plano gratuito e assinar?

Quando o trabalho manual que o plano gratuito impõe passa a custar mais que a assinatura. Some as horas que você gasta por mês contornando o que falta, multiplique pelo seu custo por hora e compare com a mensalidade. No SimpleNutri há dois gatilhos objetivos além desse: o limite de pacientes ativos e a página de agendamento público, que só funciona no Pro.

Vale a pena usar dois sistemas gratuitos ao mesmo tempo?

Raramente. Cada ferramenta a mais é um lugar a mais onde o mesmo nome é digitado e um lugar a mais de onde os dados precisarão sair um dia. Manter cadastro num sistema, cardápio em outro e cobrança numa planilha economiza mensalidade e cobra em tempo de conferência, além de multiplicar o trabalho de qualquer migração futura.

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Perguntas frequentes

Vale a pena para nutricionista aceitar convênio?Como saber, na anamnese, se o plano vai caber na rotina do paciente?Qual a diferença entre formulário de pré-consulta e de anamnese?Quantas vezes devo repetir cada medida?O paciente registra o próprio peso no portal do SimpleNutri?O paciente recebe aviso quando eu clico em Entregar Cardápio?

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