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O plano alimentar é um documento: data, prazo de reavaliação, CRN e assinatura

Os cinco itens que não podem faltar num plano alimentar impresso, onde cada um é preenchido no SimpleNutri e por que a data e o prazo são os campos mais esquecidos.

O plano alimentar sai da sua tela e começa a viajar. Vai para o celular do paciente, é encaminhado para o marido, cai no grupo da família, aparece impresso na geladeira e, com alguma frequência, chega às mãos de outro profissional meses depois.

Isso o torna documento — não pelo conteúdo, pelo trajeto. E documento que circula precisa conseguir dizer sozinho quem o escreveu, para quem, quando e até quando. Um cardápio bonito que não responde essas quatro perguntas é um papel anônimo com comida escrita.

O que transforma um cardápio em documento

A diferença não está no capricho do layout. Está em três propriedades que o papel precisa carregar.

Atribuição. Alguém responde tecnicamente por aquela prescrição. Sem nome e registro profissional, o documento não se liga a ninguém — o que é ruim para o paciente, que não sabe a quem recorrer, e ruim para você, que não é reconhecida pelo próprio trabalho.

Contexto. Um plano alimentar é feito para uma pessoa, num momento, com um objetivo. Fora desse recorte ele perde sentido e pode até fazer mal. Identificação do paciente e data de emissão são o que amarram o papel ao contexto.

Prazo. Esta é a que quase todo mundo esquece. Um plano sem data de reavaliação nunca vence: continua parecendo vigente dois anos depois, com o peso, a rotina e a condição clínica todos diferentes.

Os cinco itens que não podem faltar

Item De onde ele sai
Seu nome e CRN Perfil profissional
Identificação do paciente Cadastro do paciente
Data de emissão Data de criação do plano
Prazo de reavaliação Você escreve nas recomendações
Assinatura Fora do PDF do cardápio

Os dois primeiros o SimpleNutri preenche sozinho, uma vez configurados. O terceiro sai automático, com uma pegadinha. O quarto e o quinto exigem trabalho seu — e são justamente os que faltam na maior parte dos planos que circulam por aí.

Nome, CRN e logo saem do perfil, e você configura uma vez

O cabeçalho do PDF do plano alimentar traz o logo da clínica, quando cadastrado, o seu nome e o seu CRN. O rodapé repete nome, CRN, e-mail, telefone e a numeração em todas as páginas — o que é exatamente o que você quer num documento que pode ser fotocopiado pela metade.

Tudo isso vem de Configurações, aba Perfil. O CRN fica no bloco Informações Profissionais, no campo CRN (Registro Profissional) *, que é obrigatório e segue o formato do marcador, CRN-3/12345. O logo fica no card Logo da Clínica, aceita JPG, PNG, SVG ou WEBP de até 5 MB.

Duas coisas que economizam tempo. A primeira: os blocos daquela tela não salvam juntos, cada card tem o próprio botão, então mexer no CRN e na cor na mesma visita exige dois cliques diferentes. A segunda: o recorte do logo sempre gera um JPEG, o que faz um logo com fundo transparente sair com fundo branco. Se o seu foi desenhado para fundo escuro, exporte uma versão com fundo próprio antes de enviar. Os detalhes estão em logo, cor da marca e assinatura.

Data de emissão: o campo que existe e engana

O bloco de identificação do PDF traz PACIENTE, DATA DE EMISSÃO e IDADE / SEXO. Parece resolvido, e quase está.

A pegadinha: DATA DE EMISSÃO mostra a data em que o plano foi criado, não a data em que você gerou o arquivo. Exportar o mesmo plano de novo daqui a um mês não muda esse campo.

Para o documento, isso é acerto — a data continua correspondendo ao atendimento em que aquela prescrição foi feita, que é a informação que importa. O que muda é o seu comportamento em dois casos. Se você reaproveitou um plano antigo e ajustou pontos dele, a data impressa vai continuar sendo a antiga: nesse caso, o correto é criar o plano na consulta nova, e não reexportar o de antes. E se você exporta o arquivo semanas depois do atendimento, não estranhe a data mais velha no papel.

Prazo de reavaliação: o campo que não existe e você escreve

Aqui está a limitação mais importante deste artigo: não existe um campo de validade no plano alimentar do SimpleNutri. Não há data de vencimento impressa automaticamente.

O lugar onde o prazo aparece é o bloco Observações / Recomendações, que só sai no PDF quando está preenchido. É ali que você escreve uma linha do tipo “plano válido até 15 de setembro de 2026” ou “reavaliação prevista para 45 dias, na consulta de retorno” — usando o intervalo que você já combinou na consulta, seja qual for o seu protocolo.

Parece detalhe e não é. É a diferença entre um paciente que volta e um paciente que segue por conta um plano feito para outra fase da vida dele. E é a linha que te protege quando alguém aparece dizendo que “estava seguindo o que você passou” — dois anos depois.

Assinatura: onde ela sai e onde não sai

Esta é a segunda limitação que vale conhecer antes de prometer algo ao paciente. A assinatura que você cadastra em ConfiguraçõesPerfil, no card Assinatura — desenhando no quadro ou enviando uma imagem —, tem um destino só: a guia de solicitação de exames, onde é impressa acima da linha de assinatura.

Ela não é aplicada ao PDF do plano alimentar nem ao relatório de checkpoints.

Duas saídas práticas, e nenhuma delas é complicada. Se o paciente leva o plano impresso, imprima e assine à mão — leva três segundos e resolve. Se o envio é digital, assine o arquivo por fora, com o certificado ou a ferramenta que você já usa para documento assinado.

E vale a nota honesta: para a maioria dos usos, o que sustenta a atribuição do documento é o nome e o CRN no cabeçalho e no rodapé, não a imagem da rubrica. A assinatura importa mais quando o papel vai para uma instância que a exige. Quando esse for o caso, você já sabe onde ela sai e onde não sai — e não descobre na frente do paciente.

O que o PDF não conta, e você precisa escrever

Três coisas que o arquivo não diz sozinho, e que viram dúvida no meio da semana:

Os dias da semana da refeição. Se você configurou o lanche da tarde só para segunda, quarta e sexta, o PDF imprime o lanche sem essa indicação. Quando a variação por dia importa, escreva no campo de recomendações ou no próprio nome da refeição.

O Resumo Diário soma só a primeira opção. Na tela, o bloco Total do Dia (opção ativa) acompanha o que você selecionou; no PDF, o resumo é fixo na primeira opção de cada refeição. Com opções de calorias parecidas a diferença some, mas vale conferir quando elas forem bem distintas.

O nome dos alimentos. Nomes vindos das tabelas oficiais são precisos e ilegíveis para quem não é da área. Clicando no nome do alimento dentro da refeição você digita uma descrição amigável, e é ela que sai impressa e aparece no portal. Cinco minutos fazendo isso transformam uma lista de códigos numa lista de comida. A montagem completa está em montar o plano alimentar passo a passo.

A conferência de trinta segundos antes de exportar

Vale transformar isto num hábito fixo, porque ele acontece toda vez que você entrega um plano.

Antes de clicar em Exportar PDF

  1. Confira nome e CRN no perfil

    Uma vez só na vida, mas confira. Um CRN (Registro Profissional) vazio deixa todos os documentos sem atribuição.

  2. Revise os nomes dos alimentos

    Troque os nomes técnicos por descrições que o paciente entenda. É o que sai impresso e o que aparece no portal.

  3. Escreva o prazo nas recomendações

    Uma linha com a data ou o intervalo de reavaliação combinado. Sem ela, o plano não vence nunca.

  4. Exporte e renomeie o arquivo

    O download começa com plano-alimentar seguido do código do plano. Renomear com o nome do paciente e a data evita a garimpagem daqui a seis meses.

  5. Conclua a consulta e entregue

    O portal só publica planos de consultas Concluída ou Em andamento, e Entregar Cardápio é o que libera a cadência de checkpoints.

Repare no último passo, porque ele é a confusão mais comum: Entregar Cardápio não é o que torna o plano visível no portal, e Exportar PDF não avisa ninguém. Quem manda na visibilidade é o status da consulta; quem avisa o paciente é você, no canal que vocês já usam. A separação entre os dois botões está detalhada em enviar o cardápio para o paciente.

Se você só tem tempo de mudar uma coisa depois de ler isto, mude a linha do prazo. Nome e CRN já saem sozinhos assim que o perfil estiver preenchido; a data de emissão já vem no cabeçalho. O prazo de reavaliação é o único dos cinco itens que ninguém escreve por você — e é o que decide se o seu plano tem fim ou vira orientação vitalícia por acidente.

Perguntas frequentes

O que precisa constar num plano alimentar entregue ao paciente?

Cinco itens sustentam o documento: seu nome completo e o número do CRN, a identificação do paciente, a data de emissão, o prazo de reavaliação ou de validade e a assinatura de quem prescreveu. Sem os dois primeiros, o papel não se atribui a ninguém. Sem os dois do meio, um plano de dois anos atrás continua parecendo vigente para quem o encontra no celular.

O PDF do cardápio do SimpleNutri já traz meu nome e o CRN?

Traz, desde que estejam preenchidos no perfil. O cabeçalho do plano alimentar mostra o logo da clínica, quando cadastrado, seguido do seu nome e do CRN, e o rodapé repete nome, CRN, e-mail, telefone e a numeração da página em todas as folhas. O CRN vem do campo CRN (Registro Profissional) em Configurações, aba Perfil, bloco Informações Profissionais.

A data de emissão do PDF é a data em que eu gerei o arquivo?

Não. O campo DATA DE EMISSÃO mostra a data em que o plano alimentar foi criado, não a data em que você clicou em Exportar PDF. Exportar de novo daqui a um mês não altera esse campo. Na prática isso é bom para o documento, porque a data continua correspondendo ao atendimento — mas surpreende quem espera ver a data do dia.

Existe campo de prazo de validade no plano alimentar?

Não existe um campo próprio de validade no plano alimentar do SimpleNutri. O lugar onde o prazo aparece impresso é o bloco Observações / Recomendações, que só sai no PDF quando está preenchido. Escreva ali a data ou o intervalo de reavaliação combinado na consulta — é a linha que impede o plano de ser seguido por tempo indeterminado.

A minha assinatura digital sai no PDF do cardápio?

Não. A assinatura cadastrada em Configurações, aba Perfil, é usada na guia de solicitação de exames, impressa acima da linha de assinatura. Ela não é aplicada ao PDF do plano alimentar nem ao relatório de checkpoints. Se você quer o cardápio assinado, imprima e assine à mão, ou assine o arquivo por fora com um certificado digital.

O logo da clínica aparece no plano alimentar?

Aparece, quando você já subiu um em Logo da Clínica, nas configurações de perfil. Ele é impresso no cabeçalho do PDF, junto do seu nome e CRN, e também aparece na guia de exames, no portal do paciente e na sua barra lateral. Vale saber que o recorte gera um arquivo JPEG, então logo com fundo transparente perde a transparência e ganha fundo branco.

Por que o Resumo Diário do PDF não bate com o total que aparece na tela?

Porque o Resumo Diário soma apenas a primeira opção de cada refeição, enquanto o bloco Total do Dia da tela acompanha a opção que você selecionou naquele momento. Se as opções tiverem calorias parecidas, a diferença é irrelevante; se forem muito diferentes, o número impresso pode divergir do que você viu antes de exportar.

Clicar em Entregar Cardápio é o que faz o plano aparecer para o paciente?

Não. O portal lista os planos das consultas com status Concluída ou Em andamento, independentemente desse botão. Entregar Cardápio registra a entrega no sistema e é a condição que libera a cadência de checkpoints. Quem controla a visibilidade no portal é o status da consulta e o acesso do paciente à área de acompanhamento.

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Perguntas frequentes

Vale a pena para nutricionista aceitar convênio?Como saber, na anamnese, se o plano vai caber na rotina do paciente?Qual a diferença entre formulário de pré-consulta e de anamnese?Quantas vezes devo repetir cada medida?O paciente registra o próprio peso no portal do SimpleNutri?O paciente recebe aviso quando eu clico em Entregar Cardápio?

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